Toda morte de uma pessoa, próxima ou não, traz duas intensas e contrárias percepções, uma de inevitável normalidade: nascemos, morremos. A outra, vaga, difusa e inconformada aceitação do fato.
Tanto pior se a morte em questão foi voluntária, por suicÃdio, caso de Alexis Pilkington, uma estudante de 17 anos de Long Island (NYC), Estados Unidos. Ao lado de toda a carga emocional de situações idênticas, os parentes e amigos de Alexis enfrentam ainda outra realidade mais constrangedora, o ataque de comentários maldosos e violentos contra a página da estudante [http://www.facebook.com/luiz.genro#!/pages/RIP-Alexis-Pilkington/104755919556445?ref=search&sid=100000732071152.2322851032..1] no Facebook.
Na verdade, os ataques são possÃveis graças à ferramenta Formspring.me, que permite aos freqüentadores, de forma anônima, enviar respostas aos usuários que utilizem o serviço de perguntas e respostas em suas páginas de redes sociais.
[Leia o texto sobre o assunto publicado no IDG Now [http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/03/29/perfil-memorial-de-adolescente-suicida-e-alvo-de-mensagens-ofensivas-mesmo-apos-sua-morte.jhtm]]
Sobre a morte de Alexis me vêm àquela sensação difusa, de inexplicabilidade sobre o fato. O que levaria uma jovem bonita, aparentemente sem grandes turbulências na vida, a praticar tal ato? Prefiro não especular sobre esse drama, a vida é mais cheia de zonas obscuras e fora da razão do que nos levam a crer.
Mas diante do movimento, totalmente legÃtimo, dos pais e amigos, em prol de fechamento do serviço, me fica a sensação não tão vaga de que os tempos ufanistas, de uma web livre, um território de total expressão humana, em breve será totalmente vigiado e controlado, seja por motivos justificados ou não. Mas, afinal, não é de justiça ou legalidade que falamos aqui, mas da obscura e tenebrosa e permanente irracionalidade humana.

Toda morte de uma pessoa, próxima ou não, traz duas intensas e contrárias percepções, uma de inevitável normalidade: nascemos, morremos. A outra, vaga, difusa e inconformada aceitação do fato.
Tanto pior se a morte em questão for voluntária, por suicÃdio, caso de Alexis Pilkington, uma estudante de 17 anos de Long Island. Ao lado de toda a carga emocional de situações idênticas, os parentes e amigos de Alexis enfrentam ainda outra realidade mais constrangedora, o ataque de comentários maldosos e violentos contra a página da estudante no Facebook.
Na verdade, os ataques são possÃveis graças à ferramenta Formspring.me, que permite aos freqüentadores, de forma anônima, façam perguntas aos usuários em suas páginas de redes sociais.
[Leia o texto sobre o assunto publicado no IDG Now ]
Sobre a morte de Alexis me vem aquela sensação difusa, de inexplicabilidade sobre o fato. O que levaria uma jovem bonita, aparentemente sem grandes turbulências na vida, a praticar tal ato? Prefiro não especular sobre esse drama, a vida é mais cheia de zonas obscuras e fora da razão do que nos levam a crer.
Mas diante do movimento, totalmente legÃtimo, dos pais e amigos, em prol de fechamento do serviço, me fica a sensação não tão vaga de que os tempos ufanistas, de uma web livre, um território de total expressão humana, ficaram muito para trás. Em breve será totalmente vigiado e controlado, seja por motivos justificados ou não.
Mas, afinal, não é de justiça ou de legalidade de que falamos aqui, mas da obscura e tenebrosa e permanente irracionalidade humana.
Albert Camus disse que (citação de memória) só há um problema filosófico sério, e este é o suicÃdio. Uma bobagem. Se ele falasse que era a morte, eu até concordaria.
Mas esse grande Big Brother que está surgindo da rede cibernética ainda é sem controle. Acho que a própria sociedade vai ter que equilibrar o direito à privacidade com a liberdade ilimitada de expressão que essas redes sociais se outorgam a si próprias.
E pra equlibrar isso vai precisar justiça e legalidade… Ou não?
abraços