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busca do Nomadismo
3D na sua casa
Recebi o aviso de pauta do Fórum Samsung 2010 para cobrir pela revista nomadismo celular, via assessoria de imprensa. Em poucos dias, meu querido amigo Nick Ellis me manda um email, perguntando se também gostaria de cobrir pelo Digital Drops. Com muita honra, respondi instantaneamente.
No dia 25 de março, à tardinha, a coletiva começou, em São Paulo, com um show de modelos magricelas, trajando indumentária pra lá de moderna. O apresentador, com toda sua competência, soube causar impacto à plateia. Em poucos  minutos, ele pediu que todos sacassem os óculos 3D para mostrar a novidade.
Um telão com várias televisões, mostrava cenas de um show. Não sei se por conta de todo o glamour, achei essa parte em especial nada impactante. Explico: quem já foi a salas de cinema para ver filmes em 3D vai entender perfeitamente. Ao vestir os óculos, quando se vê um filme, você entra em alfa, beta, gama e esquece do mundo. Lá era difÃcil, pois havia inteferência do apresentador, absolutamente necessária para conduzir o show.
Ao final das apresentações, após dezenas de estatÃsticas, apresentações, análises, perguntas e respostas e uma lista de 153 produtos em mãos, era hora de seguir para  o showroom. Aà sim, the penny dropped, ou a ficha caiu. Não uma vez, mas dezenas de vezes.
Eu fazia pouco caso para essa história de 3D. Não a do cinema, mas 3D em casa. Achava uma bobagem, até que decidi experimentar os óculos novamente para ver na megatela formada por várias telas, na qual se passava trecho de  um show.
Embasbaquei! Mesmo! Dava pra ver detalhes do palco. Até aÃ, a LED e outras do gênero (tal qual a LCD HD) também fazem o mesmo. Mas quando a chuva de confetes começou a cair em cima de mim (claro que virtualmente), decidi botar o Tico e o Teco da minha cachola pra trabalhar: “PeraÃ, isso aà na sala da sua casa é completamente diferente”.
Próximo passo: fui até uma tela de 40 polegadas com blue-ray e vesti mais uma vez os óculos. Um pequeno trecho do filme “Monsters X Aliens” estava no ar. Do meu lado, seres alienÃgenas pareciam falar comigo. Debruçavam-se sobre a tela, entravam pelas laterais, como se eu os libertasse de meus braços.
Um colega chegou a dizer que eu estava exagerando. Argumentei que ver filme 3D no cinema é o máximo, mas envolve vários fatores. Trata-se de um evento, você precisa reservar ingressos, se for lançamento, tem de esperar semanas, tal qual foi, e é, com Avatar.
Em casa, com bala na agulha, a experiência é mais do que real. Dá pra imaginar sua mãe, sentada no sofá, assistindo, em breve, à novela das 21h? Ou jogos durante a Copa do Mundo? E tudo mais o que estiver disponÃvel, incluindo os lixos dos reality shows?
A brincadeira é salgada. Se quiser levar pra casa uma TV 3D de 40 polegadas, mais um aparelho Blue-Ray, um ou dois pares de óculos e o filme mencionado acima, prepare o cartão, pois terá de desembolsar praticamente R$ 8 mil. Nada que uma loja virtual não possa oferecer em 12 ou 18 módicas prestações. Se preferir apenas o televisor, serão R$ 6 mil.
No quesito 3D, a Samsung espalhou seus tentáculos. Lançou aparelhos 3D com tecnologia LED, traduzindo, você pode assistir em 2D com definição poderosÃssima ou converter para 3D. Há outros modelos que permitem assistir nas duas tecnologias simultaneamente e as que apenas são 3D.
Passado o impacto, um outro colega me advertiu que a solução da Samsung não era a melhor, pois obrigava o telespectador a ficar sentado, sem poder se deitar para conseguir aproveitar os efeitos 3D. Disse-me ainda que a concorrente Panasonic parecia ter resolvido o problema.
Assumo ser leiga no quesito televisores. Repito, assistir a um programa ou filme na televisão não é em nada comparado a uma sala de cinema, por mais apetrechos que o seu dinheiro possa comprar com telas que descem da parede, home theater sofisticados e tudo mais.
O que a TV 3D muda, penso com meus invisÃveis botões, é transportar o sujeito para dentro do cenário. E com óculos especiais, caro leitor, não há quem não fique mesmerizado. Aà sim você esquece do mundo e entra em alfa, beta ou gama.
Ao comentar sobre a precisão das imagens e os efeitos, ouvi a seguinte pérola: “Eu é que não vou querer assistir a filmes de terror em 3D!” Já pensou?
E de quebra, após conferir a mirÃade de produtos, fui checar o tal aspirador-robô. “Uma gracinha”, diria a oxigenada e octagenária Hebe Camargo. Pena que não haja previsão de quando será vendido no Brasil. Por ora, solamente mis amigos hispánicos podrán comprarlo.


